Facebook anunciou nesta quinta-feira (2) que bloqueou extremistas norte-americanos de suas redes. Um deles foi Alex Jones, personalidade da extrema-direita e criador do programa “Infowars”, acusado de divulgar teorias da conspiração e propagar discurso de ódio.

“Sempre banimos indivíduos ou organizações que promovem ou se engajam com violência e ódio, independentemente de ideologia”, disse o Facebook em comunicado. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após um longo processo de avaliação de potenciais violações.

Além de Jones, foram banidos Louis Farrakhan, líder do movimento americano Nação do Islã, frequentemente criticado por discurso antissemita, Milo Yiannopoulos, outra personalidade da extrema-direita americana, entre outros.

Jones já tinha tido conteúdo barrado pelo Facebook em agosto passado, além de YouTubeApple e Spotify. Mas mantinha presença no Instagram, plataforma que também pertence à empresa de Mark Zuckerberg.

Entre as histórias falsas propagadas pelo apresentador estão:

  • show de Lady Gaga no Super Bowl, a final do futebol americano, em 2017, teria sido, segundo ele, um ritual satânico disfarçado.
  • Bill Gates teria, de acordo com Jones, o objetivo secreto de eliminar outras raças e implantar um sistema de eugenia baseado em Adolf Hitler.
  • O governo dos EUA, principalmente quando sob o comando de Obama, seria capaz de manipular o clima para transformá-lo em arma. O Furacão Sandy teria sido criado pelo governo com ondas eletromagnéticas.
  • Ele também ajudou a espalhar a falsa teoria do “pizzagate”, segundo a qual Hillary Clinton e outros políticos teriam uma rede pedófila que matava e abusava de crianças.
  • Vários ataques recentes teriam sido orquestrados pelo governo e o FBI, como os de 11 de setembroMaratona de Boston e Boate Pulse. Ele diz que as crianças do massacre da escola Sandy Hookeram, na verdade, atores mirins.

Em março último, o Facebook anunciou que baniria nacionalismo e separatismo branco da rede social. “Está claro que esses conceitos estão profundamente ligados a grupos de ódio organizados e não têm espaço nos nossos serviços”, disse Facebook, na época.

Ainda nesta quinta, veio a público a carta do Google direcionada à Câmara dos Deputados dos EUA em que a rede afirma ter descoberto 90 mil vídeos no YouTube que violaram sua política contra terrorismoneste ano. O Congresso americano tem cobrado as grandes empresas de tecnologia de um maior controle sobre conteúdo político violento.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2019/05/02/facebook-bane-alex-jones-e-outros-extremistas-dos-eua-de-suas-plataformas.ghtml